Própolis

A própolis é usada há milhares de anos pelos antigos povos para o tratamento de doenças infecciosas. Os gregos, que usavam própolis como ungüento, deram o nome ao produto: pro (em defesa de) e polis (cidade), ou seja, em defesa da cidade (ou da colméia).
É elaborada pelas abelhas a partir de resinas de broto e outras partes do tecido vegetal, misturando suas enzimas salivares, cera, pólen e materiais inorgânicos. Devido à grande diversidade de espécies vegetais brasileiras visitadas pelas abelhas, ocorre uma elevada variação de seus princípios ativos. Sua composição química é extremamente complexa.
Em proporções diferenciadas conforme a finalidade, as abelhas produzem dois tipos de própolis: o betume e o bálsamo. O betume é utilizado para vedação e fixação, ou envolvimento de corpos estranhos ao enxame, que não possam ser removidos. O bálsamo, as abelhas utilizam para higienização dos alvéolos, antes da postura pela rainha.
Apesar do uso ancestral da própolis, somente nas últimas décadas foram intensificados os estudos de suas propriedades. Vários ensaios biológicos destacam as propriedades da própolis como antiinflamatórias, antibióticas, bactericidas, anti-sépticas, fungicidas, hepatoprotetoras, cicatrizantes, antiúlceras, anticáries, anestésicas e, é certo que a própolis tem efeitos regeneradores e conservadores dos tecidos celulares.

Indicações para utilizar a própolis:

  • Largamente usado no tratamento de doenças das vias respiratórias;
  • Em afecções inflamatórias superficiais, como estomatite, amidalite, gengivite, hemorróidas;
  • No caso de estomatite e inflamações da garganta, o extrato alcoólico atua melhor no sintoma, uma vez que cria uma película protetora no local onde foi passado;
  • Tratamento das afecções da cavidade bucal, dentárias e dos olhos;
  • Recuperação da fadiga e prevenção de outros sintomas indesejáveis que ocorram internamente;
  • É indicada para melhorar as ulcerações e inflamações e amenizar os sintomas do reumatismo, diabetes, hipertensão, infecções das vias urinárias e da próstata;
  • Fortalecimento da ação imunológica pela ação de linfócitos, redução dos efeitos colaterais de anticancerígenos e radioterapia;
  • Proteção e regeneração do sistema capilar;
  • Prevenção e tratamento de pneumonia crônica e bronquite infantil;
  • Tratamento de queimaduras graves e efeitos sobre doenças dermatológicas, furúnculos, manchas de pele, herpes, verrugas e micoses;
  • Ações diuréticas, coléricas, estrógenas e efeitos reguladores das glândulas de secreção interna;
  • Equilíbrio do sistema circulatório;
  • Grande poder bactericida;

A própolis ideal é aquela produzida em regiões onde existe o mínimo de poluição ambiental, distante dos grandes centros e fábricas poluentes.
Pesquisas clínicas e científicas realizadas em todo o mundo, principalmente em universidades japonesas, têm demonstrado os grandes benefícios da própolis, especialmente como estimulante natural das defesas orgânicas com vários efeitos comprovados. O homem pode tanto utilizá-la externamente em feridas, inflamações e infecções, como por ingestão oral.


Composição Química da Própolis:
Resinas e Bálsamos Aromáticos: 50%
Ceras: 25 a 35%
Óleos essenciais: 10%
Grãos de Pólen: 5%
Minerais: alumínio, cálcio, estrôncio, ferro, magnésio, silício, titânio, bromo e zinco.
Vitaminas: provitaminas A e todas do complexo B.
Ésteres cafeinados.
Flavonóides;
Flavonóide é o principal composto da própolis que age em benefício no combate às doenças que atacam o homem.


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